domingo, 23 de julho de 2017

Curso "UMBANDA, QUEM ÉS?"

Saudações caros irmãos(as).
É com enorme prazer e satisfação que anunciamos o curso que será ministrado pela Tenda de Umbanda Xangô 7 Raios, intitulado UMBANDA, QUEM ÉS?
Este curso tem a intenção de ser um breve apanhado geral sobre nossa religião, falando dos pontos mais cruciais da Umbanda, na sua prática e também de sua teologia.
Alguns tópicos do curso:
-Os Templos;
-Orixás;
-Oferendas;
-Mediunidade na Umbanda;
-Os Guias de Umbanda, entre outros assuntos.
Este curso não tem intenção de ser formador de médiuns, nem de sacerdotes ou algo do gênero, mas sim, como complementar dos estudos, e até como introdução para aqueles que querem aprender sobre Umbanda.
O curso será ministrado em um único dia, sendo a data de 19 de Novembro o dia do encontro. Certos de que o estudo não para, estaremos disponibilizando um canal on line para dúvidas após o curso, material de apoio, contando com apostila impressa e material digital que também será disponibilizado.
O investimento para o curso será de R$40,00 Reais, que deverão ser pagos até o dia 10 de Novembro, na própria Tenda. O valor se destina apenas em pagar o material que será impresso.
Colocamos aqui um formulário de inscrição para aqueles que tem interesse em participar, para que possamos ter uma ideia do número de participantes para preparação de material.
O horário e local do curso serão enviados com antecedência por e mail e watsapp aos participantes.
Esperamos contar com sua presença, pois Umbanda é uma religião que tem fundamento, é preciso estudar!
Um fraternal saravá.




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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estudante diz sofrer agressões por intolerância religiosa

SÃO PAULO. O estudante M.M.S., de 15 anos, diz que vem sofrendo agressões em sua escola por causa de sua religião, o candomblé. A denúncia é do pai do adolescente, o aposentado Sebastão da Silveira, de 64 anos, que na semana passada registou Boletim de Ocorrência e na tarde desta quinta-feira procurou o Ministério Público do Estado de São Paulo, pedindo segurança a seu filho.
O pai alega que a causa do bullying sofrido por seu filho é a pregração religiosa feita por uma professora de história da escola estadual Antônio Caputo, em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo. Segundo ele, ela dedica os 20 minutos iniciais de suas aulas lendo a Bíblia e rezando, enquanto os alunos são obrigados a ficar de cabeça baixa.
— É essa pregação em sala de aula que está causando a intolência e o bullying contra meu filho. Vivemos num estado laico e não pode haver ensino religioso numa escola estadual — diz Sebastião, que é sacerdote da mesma religião professada por seu filho.
Desde o ano passado, M.M.S. tem sido rejeitado pelos colegas, que o chamam de 'macumbeiro', conta o pai. As agressões se agravaram neste ano, depois que o estudante disse para a professora que estava na aula para aprender história, não religião. A mais grave delas aconteceu mês passado, quando um aluno jogou nas costas de M. uma bola de papel cheia de secreção pulmonar.
— Meu filho me telefonou muito nervoso, pedindo para que eu fosse buscá-lo. Ele não é mais o mesmo, um jovem cheio de interesse, um bom aluno. Não quer mais ir a escola, está retraído e tem tomado remédios para dormir — diz o pai.
Antes de ir à polícia e à promotoria, Sebastião procurou a diretoria da escola e chegou a participar de uma reunião com a professora e a diretora. Segundo ele, a educadora foi instransigente e disse que as orações faziam parte de sua metodologia de ensino.
Para a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, o que aconteceu na escola caracteriza discriminação étnico religiosa, o que é o passível de processo administrativo. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou por meio de nota que foi criada uma comissão para investigar o caso e não se pronunciará enquanto a enquanto a apuração não for concluída.
A promotora Vera Lúcia Acayaba de Toledo informou que ouvirá nesta sexta-feira a professora, o pai e a diretora da escola, além de uma comissão multidisciplinar para apurar a denúncia e avaliar procedimentos para proteger o adolescente.
— É claro que um educador não pode usar a religião para a educação. Mas ainda não sabemos ao certo o que houve, portanto, os fatos serão apurados pela promotoria — explicou Vera.
Nesta semana a professora de história procurou M.M.S e pediu desculpas. Em sua última aula, não leu a Bíblia nem fez orações.
A presidente da Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros (Afecab) Maria Emília Campi acredita que o que aconteceu em São Bernardo também acontece em outras escolas brasileiras.
— Temos o direito de exercer qualquer religião sem sermos retaliados. Queremos agora preservar a imagem de M. e impedir que isto se repita — completou Maria Emília
Fonte: Jornal O Globo

segunda-feira, 15 de maio de 2017

13 Maio. DIA DE PRETO VELHO


Dia 13 de Maio de 1888, data da abolição da escravatura no Brasil, data esta que não nos cabe tecer comentários, de um ato que talvez tenha sido incompleto, não criando uma política de inclusão social a este povo que então, foi excluído, e tanto contribuiu com sua mão de obra, cultura, religião, e toda uma forma de viver e ver o mundo, ensinando muitas lições.

Nos falaram das coisas do preconceito, das reconquistas, das tradições, nos fazendo abrir nossos ouvidos surdos, e abrindo nossos olhos cegos, para ver e ouvir que tudo na natureza vive, que tudo na natureza vibra, que tudo é AXÉ, força vital que tudo movimenta.

O Preto-Velho na Umbanda é um conselheiro por excelência da gente moça do século que segue. Sua natureza racial expressa naturalmente boa-vontade, paciência, tolerância, mansuetude e alegria que se configuram na música, na dança mágica, vigorosa e jubilosa, no gestual comedido, na fala calma e mansa de quem já compreendeu perfeitamente que a vida é a suprema doação do Grande Ser OLÓRUN ou ZAMBI.
Desencarnados, ampliaram seu seno de observação sobre si mesmos e sobre as pessoas encarnadas da dita sociedade brasileira de consumo, imitadora do Primeiro Mundo.

Originários dos cinco milhões de descendentes dos quais quase um terço optou pela nova e genuína religião implantada no plano físico, no Brasil de 1908.

Aproximaram-se dos sinhozinhos e sinhazinhas através da mediunidade – ponte entre os dois planos – para prestarem favores de alma para alma. Descobriram que este intercâmbio gera moeda de evolução para uns e outros, quando bem sucedido; e esses favores se estendem até o último do desencarne de seus tutelados, na hora extrema, conduzindo-os seguramente aos familiares consanguíneos que foram antes para o plano das emoções e ansiosos aguardam pela chegada dos que aqui ficam.

Convém realçarmos esta relação entre médium, protegidos e almas desencarnadas; além de orientarem no cotidiano seus protegidos que frequentam as casas de Umbanda orientando-os para que sigam um procedimento digno e fraterno para com os semelhantes, os Pretos-Velhos, Caboclos, Boiadeiros, Exus e Pomba-Giras estão atentos e preparados para oferecerem (convém repetirmos) a proteção última ao caminheiro de Umbanda até o temido e enigmático portal da morte, que separa o plano físico do plano astral que se abre para o “outro lado da vida”.



 Fonte de pesquisa: Casa Branca de Omolu
  

sábado, 6 de maio de 2017

Quem são as quiumbas, ou marginais do baixo astral


Existem casos de médiuns desavisados, não doutrinados, ignorantes e não evangelizados, que abrem as portas da sua mediunidade para a atuação de quiumbas, verdadeiros marginais do baixo astral, que tudo farão para ridicularizar não só o médium, como o terreiro, bem como a Umbanda.
Em muitas incorporações onde a entidade espiritual ora se faz presente como Guia Espiritual e ora como Guardião, ou é a presença do animismo do médium (arquétipo) ou é a presença de um quiumba.
Vamos estudar e entender a atuação dos quiumbas, para uma fácil identificação.
O quiumba nada mais é do que o marginal do baixo astral, e também é considerado um tipo de obsessor.
Espíritos endurecidos e maldosos, que fazem o mal pelo simples prazer de fazer, e tudo o que é da luz e o que é do bem querem a todo custo destruir.
Esses espíritos, “quiumbas”, vivem onde conhecemos por “Umbral” onde não há ordem de espécie alguma, onde não há governantes e é cada um por si.
Muitas vezes são recrutados através de propinas, pelos magos negros para que atuem em algum desafeto.
Na Umbanda existe uma corrente de luz, denominada de Boiadeiros, que são especializados em desobsessão, na caça e captura desses marginais (os quiumbas os temem muito), e os trazem até nós para que através da mediunidade redentora possam ser “tratados”, ou seja, terem seu corpo energético negativo paralisado através da incorporação e serem levados para as celas prisionais das Confrarias de Umbanda, onde serão devidamente esgotados em seus mentais e futuramente se transformarão em um sofredor, e ai sim estarão prontos a serem encaminhados aos Postos de Socorros Espirituais mais avançados, pois já se libertaram através do sofrimento, de toda a maldade adquirida.
O processo que devemos realizar para evitar os nossos irmãos “quiumbas” é o mesmo da obsessão, mas, o processo para “tratá-los” é peculiar à Umbanda e cada caso é analisado particularmente pelos Guias Espirituais que utilizam diversas formas (que conhecemos como arsenal da Umbanda) para desestruturar as manifestações deletérias negativas desses nossos irmãos.

Como identificar um quiumba incorporado


O que infelizmente observamos na mediunidade de muitos é a abertura para a atuação dos verdadeiros quiumbas, se fazendo passar por Exus, Pombas Gira ou mesmo Guias Espirituais, trazendo desgraças na vida do médium e de todos que dele se acercam.
Notem bem, que um quiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida.
Os afins se atraem. O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades.
Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reavalie seus erros, voltado à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.
Como os quiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião.
Por isso vemos, infelizmente, em muitos médiuns, esses irmãos do baixo astral incorporados, mas é fácil identificá-los.
Vamos lá:
Pelo modo de se portarem: são levianos, indecorosos, jocosos, pedantes, ignorantes, maledicentes, fofoqueiros e sem classe nenhuma;
Quando incorporados:
machões, com deformidades contundentes, carrancudos, sem educação, com esgares horrorosos e geralmente olhos esbugalhados.
Muitos se portam com total falta de higiene, babando, rosnando, se arrastando pelo chão, comendo carnes cruas, pimentas, ingerindo grandes quantidades de bebidas alcoólicas, fumando feito um desesperado, ameaçando a tudo e a todos.
Geralmente ficam com o peito desnudo (isso quando não tiram a roupa toda); utilizam imensos garfos pretos nas mãos.
Geralmente, nos ambientes em que predominam a presença de quiumbas, tudo é encenação, fantasia, fofoca, libertinagem, feitiçaria para tudo, músicas (pontos) ensurdecedoras e desconexas, nos remetendo a estarmos presentes num grande banquete entre marginais e pessoas de moral duvidosa.
Nesses ambientes, as consultas são exclusivamente efetuadas para casos amorosos, políticos, empregatícios, malandragem, castigar o vizinho, algum familiar, um ex-amigo, o patrão, etc.
Os atendimentos são preferenciais, dando uma grande atenção aos marginais, traficantes, sonegadores, estelionatários, odiosos, invejosos, pedantes, malandros, alcoólatras, drogados, etc., sempre incentivando, e dando guarida a tais indivíduos, procedendo a fechamento de corpos, distribuindo “patuás e guias” a fim de protegê-los. 

Com certeza, neste ambiente estará um quiumba como mentor.
Certamente será um quiumba, quando este pedir o nome de algum desafeto para formular alguma feitiçaria para derrubá-lo ou destruí-lo.
Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de demandas, magias negras, feitiçarias, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um inocente (parente, amigo, pai de santo, etc.) para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo.
Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem prejudicar.
Os quiumbas invariavelmente exigem rituais disparatados, e uma oferenda atrás da outra, todas regadas a muita carne crua, bebidas alcoólicas, sangue e outros materiais.
Atentem bem, que sempre irão exigir tais oferendas constantemente, a fim de alimentarem suas sórdidas manipulações contra os da Luz, e sempre efetuadas nas ditas encruzilhadas de rua ou de cemitério, morada dos quiumbas.
Pelo modo de falarem: impróprio para qualquer ambiente.
É impressionante como alguém pode se permitir ouvir palavrões horrorosos, a guiza de estarem diante de uma pretensa entidade a trabalho da luz.
Pelas vestimentas:
são exuberantes, exigentes e sempre pedem dinheiro e jóias aos seus médiuns e consulentes.
Os quiumbas incitam a luxúria, incentivam as traições conjugais, as separações matrimonias e geralmente quando incorporados, gostam de terem como cambonos, alguém do sexo oposto do médium, geralmente mais novos e bonitos (imaginem o que advirá disso tudo).
Os quiumbas, nos atendimentos, gostam de se esfregarem nas pessoas, geralmente passando as mãos do médium pelo corpo todo do consulente, principalmente nas partes íntimas.
Os quiumbas incorporados conseguem convencer algumas consulentes, que devem fazer sexo com ele, a fim de se livrarem de possíveis magias negras que estão atrapalhando sua vida amorosa. E ainda tem gente que cai nessa.
Se for uma quiumba, mesmo incorporada em homens, costumam alterar o modo de se portarem, fazendo com que o homem fique com trejeitos femininos e escrachados. Costumam também travestir o médium (homem) com roupas femininas com direito a maquiagem e bijuterias.
Os quiumbas atendem a qualquer tipo de pedido, o que um Guia Espiritual ou um Guardião de Lei jamais faria. 
Ao contrário, eles bem orientariam o consulente ou o seu médium, da gravidade e das consequências do seu pedido infeliz.
Os quiumbas (e só os quiumbas) adoram realizar trabalhos de amarração, convencendo todos de que tais trabalhos são necessários e que trarão a pessoa amada de volta (ledo engano quem assim pensa).
Esquecem-se de que existe uma Lei Maior que a tudo vê e a tudo provê.
Se fosse assim tão fácil “amarrar” alguém, certamente não existiriam tantos solteiros por este país afora.
Os quiumbas fazem de um tudo para acabar com um casamento, um namoro, uma família, incitando as fofocas, desuniões e magias negras.
No caso de quiumbas se passando por um Guia Espiritual ou mesmo um Guardião, geralmente utilizam de nomes esdrúluxos, indecorosos e horrorosos, remetendo a uma condição inferior.
Exemplo:
Pomba Gira Leviana; Pomba Gira Assanhada; Pomba Gira Prostituta; Pomba Gira Mariposa; Pomba Gira da Desgraça; Pomba Gira Rameira; Pomba Gira Siririca; Exú Trapaceiro; Exú Tagarela; Exu Lambada; Exú Fracalhão; Exú Gostoso; Exú Falador; Exú Suspiro; Exú Come Tuia; Exú Acadêmico; Exú Galhofeiro; Exú Arruaça; Exú Alegria; Exú Cheira-Cheira; Exú Malandrinho; Exú Encrenca; Exú Topada.

No caso de se passarem por Guias Espirituais, com certeza utilizarão nomes simbólicos que representam, geralmente condições humanas degradantes, como:
Caboclo da Saia Curta; Caboclo da Pá Virada; Preto Velho Beiçudo; Preta Velha Barriguda; Baiano 7 Facadas; Baiano da Morte Certeira; Baiano Cabra Macho; Baiana Risca Faca; Boiadeiro Lascado; Boiadeiro Pé de Boi; Boiadeiro Laço da Morte; Marinheiro da Morte; Marinheiro da Cana Forte e assim por diante.
Obs:
Dificilmente encontraremos quiumbas se passando por Caboclos, Pretos Velhos, Crianças ou Linha do Oriente. Já os Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e Ciganos, favorecem aos médiuns incautos a presença de quiumbas mistificando, pelo fato de terem o arquétipo totalmente desvirtuado pelos humanos.
É só observar.
É simples verificar a presença de um quiumba em algum médium.
Tudo o que for desonesto, desamor, desunião, personalismos, egocentrismo, egolatrias, sexo, falta de moral, etc., com certeza estará na presença de um quiumba.
Cuidado, meus irmãos.
Não caiam nessa armadilha.
Quando um quiumba se agarra vibratoriamente em um médium, dificilmente largarão aqueles que os alimentam com negatividade, dando-lhes guarida por afinidade.
Dissemos tudo isso, para que nossos irmãos pudessem avaliar a gravidade e permitir a presença de qualquer espírito em sua mediunidade.
Lembrando que semelhantes atraem semelhantes.
Analisem dentro da razão e bom senso, e constatarão a veracidade dos fatos.
Não estamos aqui para criticar esse ou aquele irmão com sua mediunidade, mas sim, esclarecer dentro da luz da ciência umbandista, que todos os desavisados estarão sujeitos a terem do seu lado, não um Guia Espiritual de Luz, mas sim, um espírito embusteiro, cuja finalidade é tão somente achincalhar a Religião de Umbanda, e levar o médium e seus seguidores, à falência espiritual.
Reparem bem, que muitos pseudo-espíritos têm o grave costume de ingerir grande quantidade de bebidas alcoólicas.
Fiquem atentos meus irmãos!!
Sarava a Umbanda !!


Fonte:  Tenda Espírita Zurykan

domingo, 23 de abril de 2017

Programa Conversas de Terreiro

Saudações irmãos.
Iniciamos um novo projeto da Tenda, chamado Web Rádio Canções de Terreiro. Uma rádio web que esta no ar diariamente, e nos domingos às 20:00hs, levamos ao ar, ao vivo o programa Conversas de Terreiro.Um programa produzido e apresentado pelos próprios integrantes da Tenda, e tem como apresentadores Michael de Oxalá e Clênio de Ossain.
Este programa tem a intenção de falar sobre Umbanda no sentido de desmistificar a religião de Umbanda, tirando o rótulo de religião "do mal" colocado por entre os tempos em nossa amada religião.
Apresentado de maneira simples, no formato de um legítimo bate papo entre integrantes da Umbanda.
O programa será reprisado diariamente, de segunda a sábado sempre às 20:00hs.
Convidamos a todos a ouvirem e participarem conosco todos os domingos às 20:00hs, pela Web Rádio Canções de Terreiro, em nosso programa ao vivo.
Você pode acessar a rádio aqui pelo nosso blog ou pelo site da rádio: xango7raios.caster.fm
Um abraço e saravá a todos.

domingo, 16 de abril de 2017

Coroamento na Tenda de Umbanda Xangô 7 Raios

Salve irmão. É com grande alegria que compartilhamos nosso contentamento pelo coroamento(ato de tornar cacique de Umbanda) de Michael de Oxalá.
O rito aconteceu neste sábado 16/04, na Tenda, realizado pelo cacique de Umbanda Gilberto de Oxalá, mediunizado pelo Caboclo Rompe Ferro, que nos deu um poderoso axé e linda mensagem, amadrinhado por Maira de Yansã.
Estiveram presentes os médiuns da Tenda e amigos, que fizeram deste evento, simples como é nossa Umbanda, algo grandioso e cheio de alegria e Axé, dos nossos amados Orixás e guias da Umbanda.
Gilberto de Oxalá , Maira de Yansã e Michael de Oxalá
Estiveram presentes: Luiz Carlos G. Corrêa do Caboclo Xangô das Pedreiras, Renata de Oxum, Clênio de Ossain, Edmar de Oxossi, Letícia de Oxum, Alírio de Xangô, Mara de Oxalá, Beto do Caboclo Ogum Megê, Everton do Caboclo Tupinanbá, Taison de Yemanjá, Gislaine de Yemanjá, Maria Myllena de Xangô,Ana Paula de Yansã, além é claro de nossa médiun chefe do terreiro Andréia de Xangô, e Bárbara de Yansã.
Externo aqui nossa alegria e agradecimento a cada pessoa presente, que aqui estiveram como nossos amigos e irmãos.
Um agradecimento especial aquele que agora é meu Pai, Gilberto de Oxalá e madrinha Maira de Yansã, por todo empenho e boa vontade para conosco e pelo bem de nosso terreiro. Em meu nome, Michael de Oxalá, e de toda família religiosa deste terreiro, que passam a ser vossa família também, nosso muito obrigado.
Para acessar as fotos do evento, clique aqui.

Michael de Oxalá com família e seus pais no santo

domingo, 9 de abril de 2017

A saúde, a cura, os adeptos e a Umbanda


"Apreendemos ao longo de nosso trabalho que as pessoas procuram a umbanda para resolver diversos tipos de problemas, sejam eles de saúde ou não. Um grande número de pessoas, por motivo de doença, recorre aos cultos umbandistas em busca de alívio para doenças do corpo e aflições da alma. A Umbanda se aproxima da promoção da saúde quando se constitui como rede de apoio, oferecendo "serviços" de cura, atuando nas diversas classes sociais, mesmo onde se tem acesso ao sistema de saúde oficial, incluindo o SUS( Mello e Oliveira 2012)." 
Em diversos bate papos informais entre os médiuns da Tenda, no espaço intra muros do templo, varias vezes ouvimos que "a Umbanda é o SUS espiritual". Realmente, para aqueles que talvez já tenham passado por diversas denominações religiosas, ou sejam até adeptos das mesmas, e apenas recorrem aos "serviços" religiosos da Umbanda, como se fosse um pronto socorro, onde acham alento, alívio, carinho de nossos guias espirituais, amparo espiritual e um amigo que lhe ouça, e também lhe dirija alguns conselhos, e talvez, de acordo com seu merecimento, ajude a conseguir a cura para sua doença.
A questão da cura de doenças dentro da Umbanda, para nós, que somos seus adeptos, sempre esteve ligado a fé em nossos guias espirituais e Orixás, sem deixar de lado algo que nos remete ao grupo umbandista do templo em que se faz parte. Para o leigo, longe da realidade das religiões afro brasileiras, fica um pouco difícil de entender esta questão, mas tento de alguma forma explicar.
Dentro do espaço do terreiro existe algo, por nós denominado "família religiosa", ou seja, todos os integrantes da Tenda, desde seu dirigente espiritual, até o mais simples membro da corrente mediúnica, que talvez esteja dando seus primeiros passos na caminhada religiosa na Umbanda. O vínculo existente entre estes membros, as vezes chega a superar os laços da família consanguínea, dando identidade a esta
pessoa, que deixa de ser apenas mais um cidadão comum, e passa a ser "fulano do guia tal", acrecido de sua função no templo, onde existem diversos cargos a serem conquistados, sempre com muito esforço e dedicação, ganhando prestígio em seu grupo, e vendo seu trabalho ao próximo ser coroado com reconhecimento do grupo.
Então, a fé, associada a nova identidade, e consequentemente, o sentido em sua vida, faz com que venhamos a confirmar as diversas pesquisas realizadas pela ciência, onde em diversas publicações se constatou que o "povo de terreiro", ou seja, os adeptos das religiões afro, incluindo a Umbanda tem menos problemas de saúde, recorrendo menos a medicina convencional.
Quanto aos seus frequentadores, mas que não guardam vínculo com a religião, também experimentam os benefícios terapêuticos da Umbanda, através de seus guias espirituais, incorporados nos médiuns, ministrando doses de axé, ou força vital aos que recorrem ao templo, como nos diz Laplantine:
"Para a umbanda o que faz a pessoa ter saúde ou adoecer é a manutenção ou o enfraquecimento do axé (palavra africana que significa força vital). O axé é transmitido às pessoas nos rituais pelas várias entidades espirituais que descem nos médiuns (fiel que faz a intermediação entre as divindades e os pacientes). Na sessão, a entidade se utiliza do corpo do médium (incorporação) e por meio dele realiza a consulta. A cada consulta tanto o fiel quanto o paciente recebem axé" (Laplantine, 2001).
A religião de Umbanda, em verdade, não se preocupa se sua clientela é convertida ao umbandismo, ou se seja apenas simpatizante, ou até venha procurar auxílio como último recurso(o que é mais comum), após ter passado por todas instituições religiosas aceitas como "politicamente corretas" pela sociedade hipócrita em que vivemos. A Umbanda não faz questão de converter ou arrastar adeptos para as suas fileiras, pois os templos que realmente praticam a Umbanda, sabem que quantidade não significa qualidade, e praticar Umbanda, significa doação, prestar a caridade, auxílio ao próximo, bebendo nas águas límpidas do cristianismo, em seus ensinamentos: "Amar o próximo como a si mesmo", e do "Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes", o que faz de seus trabalhadores, pessoas que, antes de qualquer coisa, estejam em um templo pensando primeiramente no próximo, para depois pensar em si mesmos.


Fonte de pesquisa: Saúde, religião e cultura: um diálogo a partir das práticas afro-brasileiras.
Márcio Luiz Mello e Simone Santos Oliveira. Artigo  disponível em:  www.revistas.usp.br/sausoc/article/download/76497/80237

Curso "UMBANDA, QUEM ÉS?"

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